MUSICOTERAPIA NA ABAPAZ

CORO TERAPEUTICO

MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

 O PODER TERAPÊUTICO DA MÚSICA

 

O que é?

 A Musicoterapia é o mais essencial dos processos terapêuticos porque leva o indivíduo a manter uma posição resiliente diante da vida, transformar-se a si mesmo diante da doença. Tem o papel essencial de vivificar as funções ditas mnêmicas (da memória) e as funções cognitivas, a partir da produção sonoro-musical...

 Como se faz?

 Por meio de atividades práticas, ouvindo, cantando ou expressando-se corporalmente variadas músicas ou recordando-se de músicas do passado. O fazer musical traz alegria no contato com amigos, familiares e entusiasmo pela vida. Refaz os laços do indivíduo consigo mesmo e com as pessoas, convivendo melhor com a doença.

 Benefícios 

-  A Musicoterapia auxilia a pessoa a orientar-se, restabelecendo as coordenadas de tempo e espaço;

-   Auxilia a pessoa a relaxar no caso de insegurança ou ansiedade;

-   Auxilia a expressar-se melhor, quando existem problemas de comunicação;

-    Potencializa as funções físicas e mentais e reforça a autonomia pessoal;

-    Propicia maior reconhecimento e um sentido de seu próprio valor como sujeito.

-    O canto melhora a respiração, a voz, a fala e os músculos faciais.

 Objetivo geral

 A Musicoterapia tem como objetivo potencializar as funções físicas e mentais, melhorando a auto-estima, ampliando as relações sociais e cultivando as habilidades sonoro-musicais.

 Objetivos específicos

 Possibilitar que o indivíduo orquestre mente, corpo e coração resgatando sua identidade sonoro-musical;

Desenvolver aspectos psicomotores - o esquema corporal (organização das sensações relativas ao corpo em relação aos dados do mundo exterior);

Possibilitar uma ampliação da relação sonora musical.

Atingir as faculdades cognitivas, pensamentos e memórias

 Fundamentação Teórica

 A Música como caminho para a Cura

 "A existência de moléstias no corpo pode ser considerada uma sombra da

 doença verdadeira, mantida pelo homem em sua mente.

Graças ao poder da música, a mente pode expandir-se a ponto de ultrapassar a

 idéia de doença; esta, então, é esquecida."

Hazrat Inayat Khan 

 

 A música não apenas desperta a vida da alma dentro de nós como, literalmente, constitui a essência vibratória da alma e da totalidade da vida. Assim, quando estamos intensamente concentrados na execução ou na audição da música, naturalmente nos desligamos das limitações da mente racional e lingüística para mergulhar num estado de consciência mais criativo, simbólico, expandido, onde nos tornamos um com a vibração da alma – o cerne ilimitado, onisciente e infinito de nosso ser.

  De acordo com recentes descobertas no campo da psiconeurimunologia, a mente não está localizada apenas no cérebro: a consciência permeia o corpo inteiro. Este reflete a soma total de nossos pensamentos atitudes crenças e sentimentos. Se há constrição na mente haverá tensão no corpo. Quando reprimimos ou dissociamos sentimentos, a energia deles exprime-se em algum lugar do corpo, usualmente sob a forma de dor ou doença. Se nos imaginamos doentes, debilitados ou descoordenados, nosso corpo aceita a idéia.

 Afora pensamentos e sentimentos, o corpo é também recipiente de funções superiores da consciência, como a intuição e as sensações de bem-aventurança que se manifestam fisicamente em arrepios que percorrem nossa espinha quando temos experiência de pico.    

 Em seu papel mais sublime, o corpo propicia um abrigo sagrado para a vida da alma. O corpo é também o veículo da expressão musical, sem nosso corpo não perceberíamos nem criaríamos música. O corpo é música – conceito recentemente confirmado pela ciência.

 Os átomos formadores das células que constituem nosso corpo contêm elétrons sempre em movimento, os quais emitem ondas elotromagnéticas. A freqüência dessas ondas é mensurável e varia de acordo com a estrutura do corpo. Em seu livro The Healing Forces of Music, Randall McClellan escreve:

 Células cujos níveis de frequência são os mesmos combinam-se para formar as diversas estruturas e sistemas que constituem um traço integrante de nossa existência física. Cada estrutura é uma harmonia de células, graças às quais é formada e mantida . Pode-se dizer então que o som cria as estruturas de nosso corpo.

  Devido à natureza vibratória do corpo, a música tem sido utilizada desde tempos imemoriais como instrumento terapêutico para regular as funções internas do organismo. A pesquisa contemporânea sobre terapia musical indica que a música pode harmonizar e equilibrar todos os ritmos do corpo, inclusive os batimentos cardíacos, a respiração, a pressão sanguínea, a freqüência das ondas cerebrais e a taxa respiratória básica. Graças à sua influência sobre o sistema nervoso autônomo, que está diretamente ligado aos centros emocionais do cérebro, a música produz efeito salutar nos sistemas hormonal e imunológico.

“A sinfonia que é o homem reflete a sinfonia que é a criação; e entre ambos está o espaço no qual cada um de nós se esforça para descobrir e aprender a natureza espiritual daquilo que somos”.

 

Dr. Clive E. Robbins, fundador do Nordoff Robbins Music Therapy Center de

 Londres e Nova York, Musicoterapeuta e Professor.       

 

Conclusão

A música é concebida como uma terapia e deve atuar em complementariedade ao tratamento multidisciplinar, farmacológico, fisioterapêutico, fonoaudiológico, logofoniátrico, psicológico, psicanalítico, artístico, à terapia corporal..., em conjunto para um trabalho mais eficiente e resultados  eficazes para retardar a progressão das doenças degenerativas.

 

"A música é o mediador entre a vida do espírito e a vida dos sentidos."

Ludwig van Beethoven

 

Autores consultados: Pedro Lodovici Neto, Oliver Sacks e Louise Montello

 

Rita Dultra  - Musicoterapeuta, Educadora Musical,

Filiada à WFMT e ASBAMT – 001 D                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

Coordenação de Pesquisa

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